sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Primeiro mês de infantário

Na segunda-feira, o teu terceiro dia de escolinha e início da primeira semana completa, foi uma dor de alma!
Chegamos - tu ao meu colo como sempre - e já começaste a choramingar mal viste a porta do infantário...comecei a ficar de coração esmagado. Entramos e tu, pendurada, não querias ir ao chão...tiveram mesmo que te pegar e eu tive que sair. 
Chorei e chorei, liguei a meio da manhã para saber de ti e não me mentiram...estavas triste e de chupeta (tu que só ligas à chupeta para dormir) e volta e meia lembravas-te e choramingavas. Não brincavas com os outros meninos, só sozinha. 
Tínhamos acordado que só quando estivesses verdadeiramente integrada ficarias o dia todo e por isso eu iria novamente buscar-te às 13h, no fim do teu almoço e antes da sesta dos outros meninos. Vieste ao meu colo mas não olhavas para mim. Falava contigo pelos espelhos retrovisores que nos põem em contato visual, mas não olhaste para mim todo o caminho para casa, desviavas, só melhorou quando chegamos e viste o primo. Depois já voltaste ao normal.
Terça-feira começaste a chorar à saída do carro, tinham-me prevenido que podia acontecer, nem na sala querias entrar, choraste mesmo no meu colo, só de te aperceberes que tinhas que ficar. Novamente saí de lá de rastos. A manhã foi melhor que a véspera, ainda meia desconfiada, mas muito melhor. Almoço, melhor também e já me sorriste quando te fui buscar.
Quarta-feira já sorriste à educadora na porta do infantário e já entraste sem dificuldade, choramingaste mas ficaste bem depois. Fui buscar-te depois de almoço e combinamos que se quinta passasses assim a manhã, ficarias o dia todo para começares a criar as rotinas certas.
Quinta-feira choramingaste ao ser entregue mas ficaste logo bem. Liguei de manhã e, como estavas bem, só fui buscar-te então ao fim do dia. E que dia! Nunca mais passava, estava ansiosa por te ver! Estiveste sempre bem, dormiste bem e almoçaste bem. Quando entrei, a recompensa mais esperada: voaste para mim quando me viste! 
Sensação melhor do mundo!💖

Desde então, quando chegas, atiras-te para o colo de quem vier à porta ou estiver dentro da sala. Sorris, ficas sem dificuldade, brincas com todos os meninos e com os adultos também. Almoças bem, adormeces sozinha e instantaneamente e ao fim do dia corres, com um sorriso e um guinchinho de felicidade, para os meus braços e começas a dizer adeus a todos.
Estás a evoluir muito bem e soube que não te metes com os outros miúdos, mas defendes-te se for preciso. Que bom que é sabê-lo!
Ao contrário do diabrete que és em casa, portas-te lindamente na escola. A educadora diz "A Eduarda faz tudo bem. Porta-se muito bem mesmo"... Bom, já estive para perguntar: "Estamos a falar da minha filha, tem a certeza?", eheh.
Resumindo, estás ótima, e lá são unânimes em dizer que a adaptação de uma criança com 1 ano e 9 meses, que estava em casa, à creche foi absolutamente perfeita e rápida.
Estou tão, mas tão orgulhosa de ti meu Amor pequenino!

PS - I love you my little E 💗

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

21 meses

Há um ano, neste dia, celebrávamos os teus 9 meses com a comemoração do teu Batizado.
Que dia maravilhoso aquele...
Hoje são já 21 meses de vida. Maravilhosos!
Mas, espera, como é que passou tão rápido? Nãoooooooo, mais devagar! 
Parem o tempo que eu quero continuar a dar-te muuuuuito colinho, vá lá...

PS – I love you my little E 💗

sábado, 3 de setembro de 2016

A entrada no infantário

Depois de 4 meses em exclusivo comigo e mais 17 meses aos cuidados da avó Zélia (e que cuidados extremosos a tua avó sempre teve contigo e com o teu primo!), entendemos que os teus quase 21 meses já justificavam uma interação com os meninos pequeninos, com meninos da tua idade e portanto, chegou a altura de ires para um infantário.

A escolha não foi difícil! 
Bom, também não foi fácil, mas isso até encontrar "o tal". Aquele que, dentro das nossas possibilidades, nos enchesse as medidas, que fosse bom para ti, e isso foi prova superada! Acabamos por, acidentalmente, chegar até um infantário que, descobri mais tarde, tinha muito em comum connosco. O teu infantário. 

Ora então, quinta-feira, 1 de Setembro, o grande dia, chegamos cedinho e entramos, ficaste muito muito tímida e reagias "mal" a quem se metesse contigo. Antes do verão já ali tinhas estado, mas claro que não te lembravas...foi só para te dar a conhecer e ver a tua reação perante tantos meninos.  Ao mesmo tempo que não me largavas, notava-se a tua expectativa. 
Durante uns bons 15 minutos andamos por ali, para fazeres um reconhecimento às pessoas, com a certeza que estava tudo bem, para perceberes que eu confiava. Ao fim de uns 15-20 minutos, lá te soltaste e esboçaste o primeiro sorriso de covinhas, para derreter toda a gente. Depois começaste a papaguear, a "marchar", como fazes quando estás contente, e a mexer nos brinquedos. Num momento de distração tua, saí... bati a porta e desabei, só pensava que tu ias pensar que te abandonei. Não sabia o que deveria fazer, se dar-te um beijinho e deixar-te a chorar compulsivamente, porque ia sem ti e tu nunca suportaste que eu saísse sequer da mesma divisão da casa sem te levar, ou se sair de fininho para te aperceberes aos poucos. Saí de fininho e chorei até ao trabalho! Quando eram umas 10h não aguentei e liguei para saber de ti! Estavas lindamente, não choraste, estavas a brincar, ainda que sozinha...ouvia-te papaguear do lado de lá. Confessei o meu receio à educadora e ela disse "Abandonada não é de todo a aparência dela, ela chega e afirma-se, ganha o espaço dela como se fosse dona de um pedaço também.
Ainda estivemos algum tempo ao telefone e ela ia explicando como isto se processa, fiquei mais calma, mas sabia que ainda podia correr mal, na hora de refeição. Aliás, com toda a sinceridade me disseram que seria normal nos primeiros dias que não fizesses nada do que fazes em casa (comer bem e sozinha), que o 2º e 3º dias podiam ser mais difíceis do que o primeiro por já não ser a novidade, ou seja, deram-me expectativas realistas de que podia correr muito bem, ou podíamos ainda passar momentos mais delicados. Por volta das 11h liguei de novo... estavas no exterior a brincar, toda contente e já mais integrada com os outros meninos. Mais um alívio!
Quando te fui buscar depois de almoço, a grande expectativa... mal entrei, a primeira surpresa: dizem-me  "Bem, ela comeee!! Mal a sentei na cadeira, quase nem dava tempo, agarrou a colher e comeu a sopa até ao fim. Depois comeu o segundo prato e no fim uma fruta!". Foi música para os meus ouvidos! Quando te foram buscar para vires a mim, ouvi-te logo a protestar, típico quando não queres fazer algo. Mas quando me viste, estendeste os braços. Muito séria, tipo sentida, mas no meu colo. Chegaste a casa, à avó, viste o primo e foi uma alegria só!

Ontem foi realmente mais difícil. Não só eu tinha menos tempo e também não podia fazer rotina disso, como já reconheceste o espaço e não caiste na distração, andavas agarrada à minha perna. Tive que sair, num momento que me largaste para ir buscar um brinquedo mas ouvi-te choramingar e custou muito. Custou horrores! Segurei-me e só liguei às 11h. Disseram que tirando esse momento inicial, tinhas ficado muito bem e andavas no escorrega e que eras "destemida", eheh, mas fiquei com aperto por saber que choramingaste.
Quando te fui buscar na hora de almoço, estavas a dormir no colinho, tão bom. Ainda me mostraram umas fotos de telemóvel da tua manhã. Acordaste e quando passaste para o meu colo estavas muito séria, choquita, mas no carro já ficaste melhor, despertaste e chegando a casa, voltaste a ficar elétrica, era muito soninho também!

Resumindo: para primeiros dias não correu mal, foi difícil sobretudo para mim, mas é o que se quer, que seja difícil só para nós e não para vocês. Agora vamos ver segunda-feira... 
O primeiro mês é uma caixinha de surpresas. Com tempo espero que isto vá lá. 
No infantário acreditam que te irás integrar bem porque se nota que és uma criança feliz e que adora brincar.

E eu, eu só quero que estejas bem. 

Nunca te esqueças que és o Amor mais puro da mamã! 💖💖