segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Como o tempo voa...

Parece que foi ontem que olhei, gelada e eufórica, para um teste que me dizia com todas as letras "Grávida" e que, sabia, vinha mudar toda a minha definição de vida e, entretanto, 39 semanas e 5 maravilhosos dias se passaram em que, feliz, te carreguei para todo o lado comigo e te protegi com todas as forças.
Ao fim de todo esse tempo de cumplicidade, estava na altura de vires conhecer o mundo, a tua família e toda uma vida à tua espera.
Esperei por ti serena e tranquila, mais do que qualquer outra pessoa à nossa volta. Sentia-te todos os dias, a todo o momento fazias questão de me lembrar que estavas ali e por isso desfrutava, na certeza de que o dia de nos vermos haveria de chegar em breve.
No dia 19 de Dezembro, depois de longas horas à espera que quisesses sair, era chegado o momento de conhecermos o teu rostinho.

E na minha mente ficará para sempre cada segundo...

Indescritível o momento em que procurava perceber no tom de voz e nos comentários dos médicos se tudo estava bem, se tu estavas bem e ouço por um instante um choro que me cortou a respiração, a dúvida se teria ouvido bem, que me fez olhar para o teu pai e perceber se também tinha ouvido, seguidos da confirmação ao ouvirmos o comentário da médica “tu já estás a chorar e ainda nem saíste aí de dentro?!”. 
E de repente...às 18h02, um choro vigoroso ecoa naquela sala fria e a equipa médica começa a dar os parabéns. Então eu, que estava tranquila e brincava com eles até momentos antes, começo a tremer sem parar, a chorar, a rir, a soluçar ao perceber que tinhas finalmente chegado, de perfeita saúde. Quando a cortina baixou, te mostraram e me deixaram tocar-te, quando depois te colocaram no meu peito e instintivamente soubeste o que fazer ... o amor que foi crescendo dia a dia, minuto a minuto dentro de mim, explodiu de uma forma avassaladora, indefinível, quase irreal. Eu sabia que a partir daquele momento, mais nada, nunca, voltaria a ser igual. Também não quereria que fosse.

Nasceste como filha, eu nasci como Mãe.

Há um mês atrás foi assim.
Hoje, o Amor, que não cabe no peito, é mais forte e maior a cada gesto, a cada choro, a cada sorriso, a cada olhar, a cada descoberta.

Há um mês foi o dia mais feliz da nossa vida...
Desde então fazes dos nossos dias pura magia.
Obrigada por seres o melhor presente da nossa vida, princesa!

Parabéns pelo primeiro mesinho.

Sem comentários:

Enviar um comentário