Parece que foi ontem que olhei,
gelada e eufórica, para um teste que me dizia com todas as letras
"Grávida" e que, sabia, vinha mudar toda a minha definição de vida e,
entretanto, 39 semanas e 5 maravilhosos dias se passaram em que, feliz, te
carreguei para todo o lado comigo e te protegi com todas as forças.
Ao fim de todo esse tempo de
cumplicidade, estava na altura de vires conhecer o mundo, a tua família e toda
uma vida à tua espera.
Esperei por ti serena e
tranquila, mais do que qualquer outra pessoa à nossa volta. Sentia-te todos os
dias, a todo o momento fazias questão de me lembrar que estavas ali e por isso
desfrutava, na certeza de que o dia de nos vermos haveria de chegar em breve.
No dia 19 de Dezembro, depois de
longas horas à espera que quisesses sair, era chegado o momento de conhecermos
o teu rostinho.
E na minha mente ficará para
sempre cada segundo...
Indescritível o momento em que
procurava perceber no tom de voz e nos comentários dos médicos se tudo estava
bem, se tu estavas bem e ouço por um instante um choro que me cortou a
respiração, a dúvida se teria ouvido bem, que me fez olhar para o teu pai e
perceber se também tinha ouvido, seguidos da confirmação ao ouvirmos o
comentário da médica “tu já estás a chorar e ainda nem saíste aí de dentro?!”.
E de repente...às 18h02, um choro vigoroso ecoa naquela sala fria e a equipa
médica começa a dar os parabéns. Então eu, que estava tranquila e brincava com
eles até momentos antes, começo a tremer sem parar, a chorar, a rir, a soluçar
ao perceber que tinhas finalmente chegado, de perfeita saúde. Quando a cortina
baixou, te mostraram e me deixaram tocar-te, quando depois te colocaram no meu
peito e instintivamente soubeste o que fazer ... o amor que foi crescendo dia a
dia, minuto a minuto dentro de mim, explodiu de uma forma avassaladora,
indefinível, quase irreal. Eu sabia que a partir daquele momento, mais nada,
nunca, voltaria a ser igual. Também não quereria que fosse.
Nasceste como filha, eu nasci
como Mãe.
Há um mês atrás foi assim.
Hoje, o Amor, que não cabe no
peito, é mais forte e maior a cada gesto, a cada choro, a cada sorriso, a cada
olhar, a cada descoberta.
Há um mês foi o dia mais feliz da
nossa vida...
Desde então fazes dos nossos dias
pura magia.
Obrigada por seres o melhor
presente da nossa vida, princesa!
Parabéns
pelo primeiro mesinho.
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